Caros Amigos e Leitores,
É com grande alegria que chegamos até vocês com uma nova edição
da Grãos Brasil, da Semente ao Consumo. Estamos em plena época de
colheita em muitas regiões do Brasil, o que implica diversos desafios:
falta de caminhões, de depósitos, de capacidade de secagem, entre outros. Esta
época evidencia, com clareza, a necessidade de concretizar investimentos para
podermos trabalhar melhor.
Quanta qualidade se perde por não podermos classificar e
“segregar” os diferentes grãos, de forma a realizar boas misturas que resultem
em um granel de maior qualidade e valor?
Quantos armazéns já interromperam suas atividades de
acondicionamento porque o secador pegou fogo? Sem contar os casos em que
tivemos, infelizmente, perdas humanas nesses tipos de acidentes.
Quantos grãos com diferentes teores de umidade são misturados,
gerando aquecimentos, perdas de matéria seca e de qualidade? Poderíamos
continuar enumerando os diversos problemas gerados pelo fato de nossos armazéns
ainda não estarem à altura das demandas das grandes produções.
Nesta edição, compartilhamos informações valiosíssimas de
editorialistas renomados, como as Dras. Milena de Oliveira Dutra e Vildes
Scussel, do Brasil; o Dr. Shlomo Navarro, de Israel; o
Eng. Roberto Hajnal, da Argentina; e o Eng. Jim Voigt, dos
EUA. Também contamos com matérias técnicas de empresas de destaque em
nossa área de atuação.
Devemos sempre lembrar que o mais importante em um armazém é o seu
pessoal — a equipe responsável pelo manejo dos grãos e sementes. Por isso, é
fundamental valorizar esses profissionais, investindo continuamente em
capacitação, conscientização e atualização, além de garantir uma supervisão
eficaz. Esses fatores são a chave para melhorar, ano após ano, nossos índices
de eficiência.
Aproveitamos este editorial para chamar a atenção para o controle
de pragas em nossos grãos e sementes. É preciso entender que essas pragas vêm
desde a lavoura e encontram refúgio nas instalações. Elas causam infestações
ocultas (ficam dentro dos grãos) e, mesmo quando a infestação é pequena ou os
sistemas de detecção são ineficientes, acabam por gerar problemas não
detectáveis. Portanto, não devemos esperar por uma infestação generalizada para
agir. O ideal é controlar o mais cedo possível, antes que as pragas consumam os
grãos, deteriorem sua qualidade e aumentem a infestação nas instalações. Boas
práticas de limpeza, tratamento das instalações e expurgo são fundamentais.
Nos próximos meses, estaremos levando a melhor tecnologia do Brasil
para países vizinhos como Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina.
Agradecemos às instituições e empresas que participam dessa nobre
tarefa de difundir tecnologia de qualidade para o setor armazenista.
Que Deus abençoe suas famílias e seus trabalhos.
Com afeto,
Eng. Domingo Yanucci