Caros
Amigos e Leitores,
Agradecemos por caminharem conosco no aperfeiçoamento da nossa
especialidade. Compartilhamos com vocês informações de caráter prático sobre
diversos aspectos da pós-colheita. É essencial compreender como se originam os
processos de perdas, muitas vezes chamados de "quebras técnicas". Em
todo o continente, encontramos tecnologias desenvolvidas no Brasil, por isso a
responsabilidade ultrapassa as fronteiras nacionais.
Lamentavelmente, a pós-colheita avança em um ritmo mais lento do
que a produção. Por isso, ainda vemos grãos expostos à intempérie, o que gera
perdas de qualidade e de peso, além de maiores custos logísticos, entre outros
prejuízos. Sem dúvida, investir em infraestrutura de recepção, acondicionamento
e armazenagem, estrategicamente localizada, pode solucionar esse tipo de
limitação. Como alternativa paliativa, e com maior flexibilidade para
segregação, temos a armazenagem em silo bolsa, que funciona muito bem para
grãos secos. No caso de grãos com umidade, os tempos de armazenamento seguro
são reduzidos — tema que abordaremos em futuras edições. Nesta edição, tratamos
do expurgo, uma prática indispensável para os cereais secos armazenados em silo
bolsa.
As empresas que priorizam a qualidade dos grãos podem optar por
depósitos de alvenaria (cimento), onde há menores problemas de condensação,
melhor hermeticidade e maior durabilidade das instalações, independentemente
das condições climáticas. De toda forma, é importante entender que um dos
ajustes fundamentais nesses armazéns é a instalação de sistemas de aeração
adequados à região e aos tipos de grãos. Isso deve ser feito com critério
técnico, e não como se tem feito atualmente, utilizando os mesmos equipamentos
em regiões tão distintas quanto Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Hoje, dispomos de tecnologias de monitoramento e automação que
auxiliam significativamente na gestão dos armazéns — embora não substituam o
profissional responsável. Por isso, é essencial investir em capacitação,
treinamento e atualização de forma contínua. Atualmente, existem sistemas em
que o conhecimento das universidades e da experiência prática chega diretamente
até você.
Nos próximos meses, além de apoiar inúmeras empresas que atuam na
pós-colheita no Brasil, estamos organizando atividades no Paraguai, Uruguai,
Bolívia e Argentina, com o objetivo de compreender as problemáticas regionais e
levar a melhor tecnologia para cada realidade. Também estamos preparando um
novo livro sobre secagem de grãos.
Agradecemos às empresas e instituições que apoiam nossa missão de
difusão tecnológica, assim como aos colaboradores que compartilham seus
conhecimentos. Juntos, podemos construir uma especialidade cada vez melhor.
Que Deus abençoe suas famílias e seus trabalhos.
Com afeto,
Domingo Yanucci