Caros
amigos e colegas,
Continuamos
fazendo a nossa parte há 24 anos e, por isso, a Grãos Brasil, da Semente ao Consumo
está em suas mãos. O trabalho de buscar, a cada dia, maior eficiência e
segurança nunca termina. O Brasil enfrenta, ano após ano, o grande desafio de
acondicionar, armazenar, comercializar e industrializar colheitas recordes. Sem
dúvida, os agricultores, utilizando seus melhores conhecimentos e a tecnologia
disponível, conseguem gerar mais sacas por hectare.
Isso
nos indica o caminho para nós, que trabalhamos na pós-colheita: primeiro,
aprimorar continuamente nossos conhecimentos (medir, aprender com os erros,
aprender com quem está na linha de frente); segundo, investir no treinamento
das equipes de cada armazém, o que é fundamental; e, por fim, investir na
melhor tecnologia disponível, sabendo que ela nos acompanhará nas próximas 10 a
20 safras.
Sempre
destacamos que não se deve confundir algo novo com algo moderno. Também sabemos
que não podemos nos conformar com o mínimo, pois isso não nos proporcionará a
maior eficiência possível. Diante disso, podemos nos perguntar: em que consiste
a eficiência? Basicamente, ela pode ser pensada a partir de três aspectos:
reduzir as perdas, gastar menos para realizar as atividades e manter boas
práticas de segurança e higiene.
No
momento da recepção, devemos ter muita atenção para obter uma amostra
verdadeiramente representativa. Lamentavelmente, as normas de amostragem e,
pior ainda, as práticas adotadas muitas vezes nos levam a obter amostras com
características melhores do que as dos grãos que efetivamente recebemos no
armazém. É como se o nosso time começasse o jogo perdendo por 3 a 0.
O
segundo ponto refere-se às quebras técnicas. Elas existem com o objetivo de
compensar perdas que, com a tecnologia tradicional, não é possível evitar
(perdas na secagem, no manuseio, na limpeza e na armazenagem). Todas devem ser
consideradas em sua justa medida, assim como os descontos por qualidade. Se as
quebras técnicas não forem corretamente aplicadas, o jogo passa a estar perdido
por 4 a 0.
Por
fim, temos nosso trabalho na secagem, classificação, limpeza, armazenagem,
controle de pragas, misturas, amostragem, preparação das partidas (recuperação
de peso), escoamento, entre outros processos — práticas que envolvem muitos
detalhes em cada etapa. No controle de pragas, por exemplo, devemos considerar:
sistemas de limpeza prévia, sistemas de monitoramento, controle físico, escolha
do defensivo, dosagem, sistema de aplicação, momento da aplicação e aspectos
práticos (como, por exemplo, a obstrução de bicos). Cada um desses pontos
envolve detalhes que determinam o sucesso dos resultados.
No
nosso dia a dia, muitas vezes não apenas precisamos trabalhar com instalações
que não permitem os melhores resultados, como também convivemos com práticas
antigas, como a ideia de não realizar a aeração quando a umidade do ar está
elevada. Infelizmente, ainda existem práticas mal aprendidas e até abordagens
teóricas que não interpretam corretamente a realidade.
Quando
vamos ao médico, ele solicita exames. Vocês estão realizando análises dos seus
armazéns e das suas práticas? Pode ser que você esteja secando, extraindo o
máximo rendimento da sua máquina e obtendo grãos de boa qualidade, mas com que
eficiência está trabalhando? Se você gasta 900 kcal para evaporar 1 kg de água,
isso é excelente; se gasta 1.500 kcal por kg de água, é péssimo. Você sabe como
está trabalhando o seu sistema de secagem?
Nesta
edição, apresentamos informações valiosas geradas por profissionais renomados
de diversos países do mundo. Esperamos que considerem esses conteúdos
interessantes. Agradecemos aos editorialistas que compartilham seus
conhecimentos e às empresas e instituições que dividem conosco a vocação de
apresentar ao Brasil a melhor tecnologia disponível.
Que
Deus abençoe seus familiares e seus trabalhos.
Com
afeto.